Guitarra Epiphone – Restauração do braço.

 

 

 

Este foi um conserto complicado, o cliente havia lixado o braço e o afinou demais no meio, causando fragilidade e um grande  incômodo para tocar. Ele não queria a troca do braço, queria manter este braço que é colado ao corpo e não parafusado, como na maioria das guitarras. Se fosse um braço parafusado seria muito simples resolver o problema, poderia apenas substituí-lo ou fazer o serviço fora do corpo o que facilitaria muito.

 

 

Eu teria que acrescentar mais material ao braço para fazê-lo ter resistência e poder ter material suficiente para trabalhar no desenho certo do braço e voltar as medidas corretas, mas como? Então bolei este sistema para conseguir colar madeiras no braço.

 

Planei em três ângulos diferentes no topo e nas laterais.

 

A colagem da madeira do topo deu a resistência que eu precisava.
A colagem da madeira na lateral do braço foi bem difícil.

 

Ficou bem colada.
Em seguida colei a terceira madeira.
Além da resistência as madeiras coladas deram a possibilidade de trabalhar no desenho correto do braço.

 

Comecei a moldar o braço.

 

Eu poderia ter acrescentado um reforço a mais, ligando o braço a paleta, mas considerei desnecessário, já que obtive um resultado melhor que esperava nos testes de resistência.

 

As três madeiras também possuíam um ângulo que as encaixava entre si, facilitando a restauração.

 

Depois fiz as medidas corretas do braço.

 

Em seguida fiz a cobertura das pequenas marcas deixadas por todo o processo.
Tudo lixado.

 

Começo da aplicação do acabamento.

 

 

 

 

Fiz a tonalização da madeira com tinta translúcida…
Após várias demãos…

 

Consegui imitar as nuances da madeira…

 

E por fim apliquei o acabamento e deixei o braço o mais próximo possível da cor do corpo.

 

 

Assim terminei o serviço.