Dicas

 

Neste espaço publicarei algumas dicas que acho necessárias e úteis para músicos e iniciantes na arte da luteria.
Em um pouco mais de 10 anos como luthier, reparei que muitos instrumentos chegaram até minha oficina por tentativas de conserto equivocadas dos próprios donos.
Espero que este espaço possa contribuir de maneira positiva para todos.




Obs: Os textos desta página são de minha autoria, se você quiser usá-los fique a vontade, mas por favor cite a fonte, não faça como alguns que tem se apropriado indevidamente dos meus textos e fotos como se fossem seus, isso desestimula a qualquer um a continuar postando, é muito chato navegar na internet e ver suas palavras e fotos usadas como se fossem de outra pessoa.






Colocando as cordas de maneira correta no cavalete.

Existem vários tipos de cordas, e vários tipos de pequenos suportes em uma das pontas para que você tenha facilidade em colocá-las no cavalete, a mais prática é a corda de “bolinha” (a segunda da esquerda para a direita na foto abaixo), esse tipo de corda tem uma “bolinha” de aço na ponta é só passar a outra ponta  no furo do cavalete que está tudo certo, a corda está colocada. Existem algumas variações desta corda de bolinha de metal, como a bolinha de plástico oca.
Existe ainda a de “chenille” (a quarta corda da esquerda para a direita), usada há muitos anos pelos fabricantes de cordas, é um sistema que necessita que você passe a ponta livre da corda  pelo furo do cavalete e depois passe essa ponta por uma pequena argola de aço onde está a capa de “chenille”. Só para explicar “chenille” é aquele material “peludo” e colorido na ponta da corda.
Temos também a corda com  suporte plástico (a primeira da esquerda para a direita na foto abaixo) e a corda com o suporte de náilon (a terceira da esquerda para a direita na foto abaixo). Essas duas últimas cordas tem o sistema de colocação igual aos da corda de “chenille”.
Destaco que desses sistemas o pior é o da corda com suporte de náilon, ele é feito com o material interno da própria corda e é muito ruim de passara corda por dentro dele, muitas pessoas nem conseguem entender que é para passar a corda por dentro desta pequena argola de náilon.
Cordas com: suporte de plástico, de “bolinha”, suporte de náilon, e de “chenille”.
Mas como fazer se a corda que compramos não tem nenhum tipo de suporte para a sua colocação? Dar nós é correto? Dar nós não é a melhor solução, pode gerar vários problemas, inclusive se você estiver com pressa para trocar uma corda, a seguir explicarei uma boa maneira de colocar as cordas que não possuem nenhum tipo de suporte para a colocação no cavalete.
Corda sem nenhum suporte para a colocação no cavalete.
Primeiro passe a corda pelo furo do cavalete.
Em seguida, passe a ponta da corda por baixo dela mesma na parte da frente do cavalete.
Puxe um pouco a ponta da corda.
Agora passe a ponta da corda novamente por baixo dela mesma, mas agora na parte de trás do cavalete.
Agora puxe a corda com força…está pronta a laçada, sua corda está colocada sem nós.

 

Tarraxas
Normalmente a maioria dos músicos dá pouca importância para os cuidados com esta peça do instrumento, mas ela é muito importante para uma correta afinação, as tarraxas devem estar sempre com a capacidade de suportar a tensão das cordas e manter a afinação.
Tarraxas desgastadas podem muitas vezes ser as responsáveis por um incômodo para o músico: a desafinação constante.
Evitar os desgastes exagerados nas tarraxas é algo muito simples, uma tarraxa pode durar muitos anos mantendo sua capacidade de afinação correta, para isso devemos evitar enrolar as cordas em demasia, evitar desafinar o instrumento depois de tocar, e colocar uma gota de óleo de máquina ou um pouco de graxa nas engrenagens a cada três ou quatro meses.
Devemos também evitar forçar as tarraxas, se elas estiverem prendendo ao girá-las para realizar a afinação, o ideal seria retirá-las e colocar um pouco de sabão nas pontas dos pinos horizontais que vão para dentro das cavidades da paleta.
Evite também usar tarraxas incompatíveis com seu instrumento, algumas pessoas trocam as tarraxas horizontais de pino grosso que normalmente são usadas em violões de náilon por tarraxas horizontais de pino fino que são apenas usadas em violões de aço.
Violão de náilon com tarraxas horizontais de pino grosso.
 
Violão de aço com tarraxas horizontais de pino fino.
Esse simples ato tende a tornar a afinação do instrumento muito mais instável, ou seja, isso causa desafinação, porque o pino fino fica flutuando na cavidade que não é adequada para ele por ter uma dimensão muito maior, e em seguida a tensão das cordas afinadas o puxa para frente e ele demora muito para estabilizar a afinação, e muitas vezes não estabiliza nunca.
Outro erro é colocar cordas de aço em violões de náilon com pino grosso, a corda de aço passa a cortar o revestimento de plástico do pino, causando com isso mais desafinação, sem falar que cordas de aço em violão de náilon também podem fazer o cavalete soltar, a parte do tampo logo acima do cavalete empenar, e o braço empenar ou ainda o corpo empenar na altura da boca do instrumento.
Tenha em mente o seguinte:
Tarraxas de pino grosso: são para violões que devem receber cordas de náilon.
Tarraxas de pino fino: são para violões que devem receber cordas de aço.
Violão de aço com pinos verticais.
As tarraxas verticais para violões de aço e para guitarras devem também ter os mesmos cuidados, uma gota de óleo nas engrenagens também ajuda a manter o bom funcionamento, um motivo de desafinação nesse tipo de tarraxa é a perda da peça de metal que é colocada no furo da paleta onde passa o pino das tarraxas.
Peça retirada da paleta.
Vista lateral da peça.
Guitarra com a peça retirada de cada tarraxa.
Esta peça é responsável pela estabilização da tensão da corda contra a madeira nessa área do furo, ao retirar esta peça a madeira luta sozinha contra esta mesma tensão e normalmente perde a luta, pois a tensão da corda é muito grande e leva o pino da tarraxa contra esta madeira, que tenta se estabilizar causando com isso desafinação.
Neste tipo de tarraxa, em alguns modelos, você pode apertar os parafusos que prendem a peça de giro, basta ter uma chave compatível com o parafuso, isso também ajuda a manter o bom desempenho da tarraxa.
Girando o parafuso de aperto do botão da tarraxa.

 



Algumas coisas que você não deve fazer com seu instrumento.
 
Algumas pessoas não tem muita noção do que fazer quando algum acidente acontece com seu instrumento, principalmente quando o assunto é colagem de algumas partes como o cavalete ou algum tipo de descolamento do tampo, ou quebra da paleta.
 
Solução de um cliente para colar a paleta
 
 
 Quando nós temos um problema com o automóvel chamamos o mecânico, quando o computador para de funcionar chamamos um técnico, se ficamos gripados vamos ao médico… mas e se o seu instrumento musical apresentar um problema? Normalmente no Brasil as pessoas não tem o costume de levar seus instrumentos ao luthier, muitas nem sabem que existem técnicos em instrumentos musicais, então elas decidem resolver sozinhas sem nenhum conhecimento, ao invés de levarem ao luthier, e aí começam os problemas.
 

As dicas abaixo são baseadas em vários casos de instrumentos que chegaram em minha oficina, são para evitar que seu instrumento sofra um dano desnecessário causado por você mesmo.
 

Não use colas instantâneas do tipo “superbonder” para colar qualquer parte da madeira do seu instrumento, esse tipo de cola não penetra na madeira e cria uma película dura, que impede que outra cola penetre, além de não colar, prejudica o serviço certo, portanto não use esse tipo de cola, e na verdade não use nenhum outro tipo se você não entende do assunto, na maioria das vezes você só vai prejudicar o trabalho do luthier, e ainda fará com que o serviço fique mais caro, colagens muitas vezes dependem mais da maneira que se faz a prensagem e da preparação da madeira, do que propriamente da cola. As colas de cianocrilato (tipo Super bonder) tem uso específico em luteria para pequenas coisas, como a colagem de partes pequenas de marchetaria que não querem aderir por algum motivo.
Não use este tipo de cola para colar cavaletes.
 

Não cole adesivos em seu instrumento se ele tem o aspecto natural da madeira, a não ser que você queira esconder algum defeito, os adesivos depois de algum tempo que o retiramos, deixam a madeira no lugar em que estavam de outra cor, isso acontece porque a luminosidade do dia a dia acaba fazendo um processo de escurecimento da madeira, colocando o adesivo, a madeira que esta embaixo dele, não recebe a mesma claridade que as outras partes, então ela fica mais clara, e marca o instrumento profundamente, deixando um aspecto feio. 
Um exemplo de violão adesivado.
 
 
Também não risque o instrumento com caneta, vai acontecer o mesmo.

Não coloque o instrumento perto de fontes de calor, o calor é responsável por fazer a cola usada no instrumento se soltar, não deixe o instrumento em cima de guarda roupas, ou dentro de automóveis, o calor dentro de um carro é exagerado, o que vai fatalmente fazer seu instrumento soltar partes como o cavalete, ou empenar o braço.
Este instrumento foi deixado dentro de um carro em um dia de verão, o escudo ficou todo empenado.
 

Não passe produtos abrasivos no seu instrumento, alguns produtos de limpeza podem deteriorar o verniz do instrumento, prefira sempre um pano úmido (pano úmido não é pano molhado) para limpar e depois passe um pano seco para dar o brilho.
Um pano úmido retira a maior parte da sujeira.
 

Não mexa no circuito elétrico de seu instrumento, você não é técnico em eletrônica e nem luthier, provavelmente só vai conseguir agravar mais o problema que quer solucionar, procure um luthier de sua confiança e peça um orçamento, muitas vezes um circuito para de funcionar apenas porque o fio do jack quebrou, ou algum fio do próprio cabo que conecta a caixa a guitarra, quando você abre um circuito sem entender pode puxar os fios internos finíssimos dos captadores e quebra-los sem perceber, e aí sim você terá um grave problema.
Resultado de um “conserto” na parte elétrica de uma guitarra por um cliente, ele cortou todos os fios e retirou as peças sem saber como recolocá-las.
 

Não tente trocar os trastes sozinho, para retirar e colocar trastes existem técnicas especiais, você vai acabar abrindo demais a valeta do traste, com tentativas frustradas, e vai prejudicar a colocação certa pelo luthier, isso é um serviço para profissionais, uma troca mal feita no meio da escala, por exemplo, pode fazer deixar de soar um monte de notas anteriores, você pode cortar seus dedos nas arestas afiadas de um traste mal colocado. Muitas pessoas acham que a cola usada nos trastes é para colá-lo, mas isso não é verdade,  um traste deve se agarrar a escala mesmo sem cola alguma, a cola é usada para evitar zumbidos indesejados quando formos tocar. 
Trastes mal colocados e cheios de cola.
 

Não coloque parafusos no cavalete do seu instrumento, a oxidação nos parafusos, acaba ajudando na proliferação de um fungo malígno para a cola do instrumento, em pouco tempo não só seu cavalete vai soltar novamente, como todas as partes do instrumento também, em alguns casos graves de ataque desses fungos, o instrumento simplesmente desmonta. Os parafusos colocados por fábricas e luthiers em algumas partes do instrumento, são de material especial, não são parafusos comuns.
Resultado de um cavalete recheado de parafusos por um cliente.
 

Não tente pintar com tinta vinílica seu instrumento, tinta abafa o som, e dependendo da tinta ela vai penetrar e empenar seu instrumento. É necessário uma preparação da madeira para dar a tinta, dar a tinta na madeira sem preparação é pedir para ficar sem instrumento.
Violão pintado com tinta vinílica, mostrei este violão aqui do blog, se você quiser ver as fotos dele e saber sua história veja esta postagem, ele serve de alerta para os desavisados: http://joelsonluthier.blogspot.com.br/2012/11/violao-lucenir-luthier-restauracao-total.html
 

Não fique mexendo nas tarraxas sem necessidade, desafinar o instrumento após tocar é um mito, a madeira do braço precisa estabilizar com a tensão das cordas, se você  desafinar o instrumento todos os dias, a madeira nunca vai estabilizar e você sempre terá um instrumento com a afinação comprometida. Desafinar o instrumento só vale para quando você for ficar sem tocar um período grande, de três meses ou mais.
 

Não force tarraxas com alicate, provavelmente elas irão quebrar, quando as tarraxas começam a emperrar, você pode retirá-las e pingar uma gota de parafina nas engrenagens, graxa também serve, mas pode manchar o instrumento. Se as tarraxas são de pino grosso, você pode passar um pouco de sabão na parte plástica que pega na madeira, isso fará com que ela deslize melhor
Taraxa quebrada e torcida com alicate por um cliente.
 
 
Se mesmo depois destas dicas você resolver mexer em seu instrumento, se informe bem antes, estude um pouco, isso pode evitar problemas graves.
 
Lembrete de segurança: se for serrar, lixar, soldar, etc, use máscara para pó e óculos de proteção! O pó gerado pelo lixamento e serragem da madeira entra nos pulmões causando problemas, esta máscara é barata e pode te proteger contra problemas futuros.
Mascará para pó.
 
 
 
 
Óculos de proteção.
Se for envernizar use máscara de borracha com filtros de carvão ativado, para vapores orgânicos.
Máscara de borracha para verniz.
Vernizes e tintas contém química perigosa para a nossa saúde em sua formulação, sua inalação pode matar ou causar doenças, portanto use os equipamentos de segurança sempre! 



Como eliminar alguns ruídos em guitarras e contrabaixos elétricos.

Algumas vezes as guitarras e os contrabaixos apresentam um ruído incômodo, alguns estalos aparecem, o som do instrumento pode ficar indo e voltando, e sempre que você esbarra no cabo próximo ao jack, o som do instrumento pode aparecer, desaparecer, ou aumentar os ruídos. Se isto estiver acontecendo com seu instrumento, um procedimento simples pode resolver o problema, que provavelmente está sendo causado por oxidação interna no jack. Acompanhe o passo a passo no tutorial abaixo.







































































































Se o barulho persistir depois deste procedimento o seu jack pode estar desgastado, ou pode haver algum fio de ligação do jack se quebrando ou mal soldado.
No caso de desgaste será necessário a substituição do jack, nos casos de fio quebrando ou soldagem mal feita, você terá que encontrar o lugar quebrado e refazer a soldagem.
 
 
 

Colocando as cordas de maneira correta nas tarraxas do violão.

Por incrível que possa parecer existem muitas pessoas que não tem a mínima noção de como se coloca uma corda em um violão, inclusive algumas que tocam a algum tempo, a maioria costumar dar um monte de nós na corda, procedimento totalmente desnecessário,  (que só complica se precisarmos retirar a corda rapidamente), ou apenas enrolar a corda na tarraxa, o que normalmente provoca desafinação.
O procedimento de colocação que vou ensinar neste tutorial não é a única maneira de se colocar as cordas corretamente, mas, é a que eu considero mais fácil e mais eficiente. Depois de fazer a laçada como é ensinado nas fotos, evite deixar muita corda para enrolar, isso vai ajudar até no ganho de tempo, pois muitas voltas nas tarraxas, além de ser um serviço enfadonho de se fazer, costuma desgastar desnecessariamente as tarraxas do instrumento.
Deixando um comprimento de corda que dê para dar umas duas voltas estará de bom tamanho.

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 








O Polimento Francês


O polimento francês é o acabamento tradicionalmente usado em violões clássicos e violinos. Se este acabamento for bem aplicado, ele fica com aparência muito atraente e com uma espantosa profundidade, a técnica de aplicação do polimento francês é usada há muitos anos por luthiers em todo o mundo, diferente dos vernizes sintéticos modernos o polimento francês é um acabamento menos resistente, ele pode manchar com água, álcool e produtos como cera automotiva e lustra-móveis, mas tem a vantagem de ser fácil de reparar, quando esses pequenos incidentes acontecem.
Envernizando com goma laca.
 
Atualmente poucos luthiers usam este acabamento em seus instrumentos, pelo fato de sua técnica de aplicação ser mais demorada que os vernizes modernos, mas o polimento francês possui uma beleza clássica que o faz ser preferido por muitas pessoas.
Uma outra vantagem desse acabamento é que ele não emudece o som do instrumento, conservando as características sonoras da madeira.
Mais explicações detalhadas no meu livro “Como Envernizar com Goma Laca-Os Segredos do Polimento Francês”. Você  pode comprar este livro de maneira segura pelo PayPal ou Pagseguro, ou ainda por depósito bancário.
 
 

Captadores magnéticos

Todo captador de guitarra elétrica é um “transdutor”, transdutor é o nome que damos a qualquer dispositivo eletrônico ou eletromagnético usado para converter todas as formas de energia física em energia elétrica.
Na guitarra elétrica ele converte a energia da vibração das cordas em impulsos elétricos de corrente alternada, que alimentam o amplificador, que por sua vez multiplica a intensidade desses impulsos e os passa a um ou mais alto-falantes, que os transforma em ondas sonoras.
As guitarras elétricas possuem normalmente captadores magnéticos, a maioria desses captadores tem o imã de alnico, o alnico é uma liga feita de alumínio,níquel e cobalto.
A forma do imã varia de acordo com o projeto do captador, mas basicamente os captadores magnéticos de guitarra são feitos da mesma forma: um imã de alnico enrolado por uma bobina de cobre esmaltado.
A bobina de cobre possuía originalmente 8.350 espiras, mas hoje os captadores possuem 7.600 espiras.
 
 
 
 
 
 
 
 




Existem guitarras que usam captadores piezo elétricos como as Variax, essas guitarras a primeira vista parecem não possuir captadores, mas eles ficam colocados na ponte do instrumento e normalmente possuem controle individual para cada corda. Elas também possuem um sistema eletrônico que permite emular sons de outras guitarras como as Fender  e Gibson.

 

 
 
Evitando grandes problemas

Ao perceber o aparecimento de rachaduras ou quando observar que a emenda entre braço e caixa está descolando, ou a junção entre o cavalete e o tampo, ou ainda rachaduras ou descolamento na paleta (lugar onde se prendem as tarraxas) afrouxe imediatamente as cordas do instrumento para aliviar a tensão delas sobre a emenda, insistir em tocar o instrumento nessas condições, vai acabar gerando grandes torções, empenamentos, descolamentos com perda de pedaços do tampo (no caso do cavalete), situações que podem prejudicar e muito seu instrumento, até para a realização de um conserto.

Para prevenir a descolagem do cavalete, você pode usar um cordal (afirmador) ele vai reduzir a tensão direta no cavalete, isso, na maioria dos casos, evita que ele se solte, mas atenção, se o instrumento não for bem construído, a tensão pode empurrar para baixo o tampo, causando uma depressão e gerando um defeito ainda pior que o desprendimento do cavalete.
Violão com cordal .

Cavalete descolando, junção entre braço e caixa acústica soltando, tampo solto na parte superior, paleta rachada ou descolando, todos esses defeitos causam problemas de afinação, portanto é sempre bom verificar em seu instrumento se existe algum indício desses defeitos, quanto mais cedo são descobertos, menos danos o seu instrumento sofrerá.


E se por acaso você quiser instalar um cordal em seu instrumento, faça como a foto abaixo:

 

 
 
 
 


Regulagem de oitavas, o que é?

Muitos músicos levam seus instrumentos para que eu regule as oitavas, mas eu sou da opinião que todos os músicos deveriam saber fazer esse serviço em seus instrumentos, por vários motivos, o principal é o de não tocar o instrumento desafinado em shows ou estúdios de gravação, o que ocorre com frequência infelizmente.
Regular as oitavas significa regular o instrumento aumentando ou diminuindo o seu comprimento de escala, para que ele tenha todas as notas em perfeita afinação, por exemplo, você toca um acorde de sol simples na terceira casa e ele soa afinado, e depois, você toca o mesmo acorde de sol com pestana no décimo traste, o som tem que ser igualmente afinado.
Para ter certeza que seu instrumento está corretamente afinado, seja ele um contrabaixo um violão ou uma guitarra é simples: é só afinar todas as cordas do instrumento pelo diapasão ou afinador eletrônico.
Depois que tiver certeza que o instrumento esta afinado, você toca primeiro A NOTA do décimo segundo traste. Em seguida, toque o HARMÔNICO do décimo segundo traste. Se as duas notas tiverem exatamente a mesma altura, a afinação da corda está correta. Mas, se a altura da nota tocada for maior do que a do harmônico, o comprimento de escala da corda é pequeno e o carrinho ou rastilho deve ser afastado da pestana, para aumentar o comprimento. Se a altura da nota for mais baixa do que a do harmônico, o comprimento de escala é grande, e os carrinhos da ponte (ou rastilho, no caso do violão) devem ser aproximados, para reduzir a distância.
RESUMINDO: se a nota tocada for mais alta que o harmônico da décima segunda casa, você deve aumentar o comprimento de escala.
Se a nota tocada for mais baixa que o harmônico da décima segunda casa, você deve reduzir o comprimento de escala.
Faça essa comparação em cada uma das cordas do seu instrumento.









Sobre os tirantes

Hoje em dia muitos instrumentos saem de fábrica com tirante ajustável, mas infelizmente muitos desses instrumentos acabam sendo produzidos com defeitos de torção e empenação, fazendo com que os tirantes fiquem inoperantes.
Os tirantes ajustáveis servem apenas para corrigir pequenas distorções no arqueamento do braço, deve-se ter muito cuidado ao manusear o tirante, o tirante não pode corrigir empenamentos exagerados ou grandes distorções, ajustar o tirante de maneira errada pode estragar o braço do instrumento.
O ideal é que o tirante seja girado apenas um oitavo de volta cada vez que você for regulá-lo. Gira-se um oitavo de volta, mede-se a concavidade, se ainda não estiver regulado, gira-se a porca mais um oitavo de volta, mede-se. O certo é proceder assim até chegar na regulagem que se quer. Isso evita, muitas vezes, erros de regulagem.








 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 




Trastejo

Quando um traste está mais alto que os outros, em algum ponto da escala, as cordas podem bater contra ele quando você tocar o instrumento causando trastejamento (um som chato que faz a nota soar como se estivesse zumbindo).
Para descobrir qual traste ou trastes estão causando o trastejamento é só tocar nota por nota subindo a escala.
Quando você tocar uma nota de encontro a um traste e ela trastejar, saiba que o traste seguinte é o que está causando o trastejamento.
Se um traste está muito acima da linha dos outros, as cordas vibram ao seu encontro quando notas são tocadas em trastes anteriores.

 
 
 
 
 
Cordas

Alguns luthiers aconselham a troca periódica das cordas porque elas perdem elasticidade com o passar do tempo, o que provoca uma redução na sua qualidade tonal, e, as notas, soam com falta de riqueza harmônica, dificultando a afinação do instrumento, além de deixar o som sem vida.
Uma técnica que ajuda a retirar a sujeira presa nos enrolamentos é “estalar” as cordas. Para isso, basta que você afine o instrumento pelo diapasão no tom certo, logo depois, puxe as cordas até três centímetros do braço, preferencialmente na décima segunda casa, uma de cada vez, puxando-as e deixando-as estalar contra a escala, mas faça isso com cuidado, respeite a distância mencionada (3 cm) para não quebrar a corda.
 
 
Puxando a corda.
 
 
 
 
 










Soltando a corda


Como colocar um captador de contato

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 




Alguns esquemas de guitarra simplificados.
Os captadores são Humbuckers neste esquema.
Os captadores são singles neste esquema.
Tutoriais
Quero deixar claro que eu não me responsabilizo por eventuais acidentes que possam ocorrer com você ao tentar realizar estes serviços da maneira como são mostrados nestes tutoriais, aqui eu apenas mostro a maneira como faço, não estou ensinando você a fazer o mesmo.



Eletrólise
Este é um processo químico não espontâneo, que converte energia elétrica em energia química, eu uso como auxiliar na limpeza de peças enferrujadas, a eletrólise ao contrário do que muitos pensam, nem sempre faz a peça ficar brilhante, ela apenas retira de maneira mais fácil uma grande quantidade de ferrugem, muitas vezes essa quantidade é suficiente para deixar a peça até brilhando, em outras vezes não.

Este processo não deve ser feito em lugares fechados pois libera muitos gases, deve ser sempre realizado ao ar livre.

Em qualquer processo que envolva eletricidade é necessário ter o máximo de atenção, mesmo usando uma fonte de 12 volts, é preciso estar atento para não levar choques ou provocar curtos circuitos, a eletricidade é perigosa e pode causar sérios acidentes.

Jamais use uma potência maior que 12 volts neste processo, mesmo que você use uma cuba maior.

A cuba só pode ser feita de vasilha plástica e nunca metálica.

Fonte de 12 volts.

 

Coloquei duas “garras jacaré” nas pontas dos fios positivo e negativo da fonte para prender e desprender dos elementos  com mais facilidade.

 

Esta é a cuba ainda sem a ligação da fonte de 12 volts.

 

Ligação da fonte no cátodo e ânodo.

 

Parafusos enferrujados e com a porca do parafuso maior estava  presa.

 

Um fio de cobre é usado para amarrar os parafusos no ferro central .

 

Os elementos amarrados no centro não podem esbarrar nos elementos que circulam a cuba.

 

É necessário posicioná-los corretamente.

 

Em seguida é adicionado o elemento que irá ajudar na reação química forçada.

 

E em seguida água.

 

 

A água deve cobrir os elementos que serão limpos.

 

A fonte é ligada a rede elétrica.

 

Imediatamente a reação química começa.

 

A água fica logo turva.

 

Pequenas bolhas começam a surgir e os gases ainda em pequenas quantidades começam a ser liberados.

 

A água muda de cor.

 

Agora bolhas maiores aparecem.

 

Mais bolhas e água mais escura.

 

A água começa a ficar verde escuro.

 

As bolhas se multiplicam.

 

Uma cinta laranja começa a surgir.

 

Agora a ferrugem começa a sair.

 

A água fica preta e enferrujada.

 

As bolhas são bem maiores agora.

 

Repare que os elementos do ânodo ficam cobertos por uma camada branca, verde e laranja.

 

A reação química já está retirando a ferrugem dos parafusos.

 

A água agora está totalmente escura.

 

A parte de cima da água está alaranjada.

 

O processo está quase completo.

 

Depois de algumas horas, as bolhas começam a reduzir a intensidade.

 

O processo agora está completo.

 

Desligo a fonte e retiro as garras jacaré dos elementos.

 

Vou retirá-los para lavar em água corrente.

 

Veja como os elementos do ânodo parecem ter saído do fundo do mar.

 

A ferrugem ficou toda na água.

 

lavo todos os elementos.

 

depois passo uma escova de aço para ajudar na limpeza.

 

Os parafusos parecem que saíram do fogo.

 

A vasilha deve ser lavada para os próximos processos.

 

Assim que a sujeira é retirada os elementos do ânodo oxidam levemente, isso é normal.

 

 

Depois de secar os parafusos os coloco em uma vasilha menor e deixo por algumas horas mergulhados em thinner.

 

O thinner deve cobrir as peças.

 

Depois faço mais uma limpeza com uma escova de dentes usada, segurando a peça com um alicate.

 

Os resultados da limpeza começam a aparecer.

 

Os parafusos devem ser secos, repare que a porca que estava presa já está solta e na ponta do parafuso.

 

Observe que a cabeça de um dos parafusos ficou bem limpa, este processo também auxilia na limpeza de peças que precisam ser pintadas depois.

 

O parafuso maior ficou bem limpo, sem ferrugem, mas sua cor ficou escura.

 

Para completar o processo uso um lubrificante, isso faz com que a ferrugem demore a voltar, e deixa a porca fácil de rosquear.

 

 

 

O tempo deste processo mostrado aqui foi de três horas, mas o correto é deixar por pelo menos seis horas.





Como limpo minha lixadeira orbital

 

 

Esta é minha lixadeira orbital, uma boa ferramenta para lixar quase tudo em um instrumento.
Para limpá-la a primeira coisa a fazer é desligar a ferramenta da tomada !!!
Em seguida viro a ferramenta lateralmente e retiro os parafusos da base.

 

Depois de retirados eles já mostram o quanto estão sujos.

 

A base da ferramenta já solta.

 

Na ferramenta muito pó fica armazenado, isso com o tempo acaba prejudicando o desempenho dela.

 

Na base o acúmulo de pó de madeira é maior.

 

Com um pincel limpo o máximo possível na ferramenta…

 

…e na base.

 

A quantidade de pó de madeira é impressionante.

 

Em seguida solto as hastes que ajudam a prender a lixa.

 

Uso então o produto WD 40.

 

Primeiramente em uma tampinha coloco os parafusos que retirei da base e aplico o produto.

 

Em seguida aplico na ferramenta ( é importante dizer que o WD 40, não afeta o circuito elétrico)…

 

…e na base.

 

 

Em seguida aplico o produto nas hastes e limpo tudo com um chumaço de estopa.

 

Fica tudo limpo, então começo a colocar tudo de volta na máquina, primeiramente as hastes.

 

Elas são fáceis de prender.

 

 

Normalmente o lado frontal da base de borracha desgasta um pouco mais que a parte de trás, veja nesta foto que estou apontando.

 

Então faço uma inversão na base e coloco a parte traseira da base que está em melhor estado para frente.

 

Em seguida pego a base para encaixá-la novamente na máquina.

 

Após colocá-la de cabeça para baixo, encaixo a base suavemente.

 

Encaixo os parafusos…

 

… e os aperto com a chave de fenda.

 

Para que a base de borracha da minha máquina dure mais, eu pego uma folha de EVA de 2 milímetros…

 

… e recorto um pedaço do EVA para que se encaixe na base.

 

Encaixo um lado dele na base e prendo com a haste.

 

 

O outro lado deixo solto sem prender com a haste por enquanto…

 

…em seguida pego a lixa na granulação que desejo usar…

 

…e prendo no lado que havia deixado solto o EVA…

 

…em seguida viro a máquina…

 

… e prendo o outro lado da lixa.

 

Fica assim com o EVA e a lixa.

 

Por fim é só usar, a máquina fica limpa internamente e tem o desgaste da base reduzido.







Preparando o osso para fazer a pestana.


Muitas pessoas tem curiosidade de saber como se faz um osso da pestana (nut)  de osso de verdade, neste tutorial eu mostro a preparação do osso para fazer este serviço.

É necessário dizer que todo cuidado é pouco para fazer esta tarefa, é preciso ter atenção ao limpar o osso com a faca, e ao serrar com o arco de serra, a gordura impregnada no osso faz com que ele se torne escorregadio e perigoso de se trabalhar, por isso, é necessário trabalhar com atenção total.


Eu uso luvas, óculos de proteção e máscara para pó quando trabalho com osso, é melhor se proteger sempre.

 


Primeiro eu consigo partes de osso da canela do boi, é a melhor parte para se utilizar neste serviço, pois ela tem mais espessura que outras partes e é mais resistente.
Com a faca eu limpo o osso, retirando o que for possível dos pedaços de carne.
É necessário retirar o tutano de dentro do osso.
Sai bastante coisa de dentro.
Deixo o mais limpo que posso.
Depois que eu limpo os ossos, os coloco em uma panela e acrescento um pouco de água.
Coloco a panela no fogo e deixo ferver por alguns minutos, até que os pedaços de carne soltem ao máximo.
Depois de fervidos eles ainda apresentam pequenos pedacinhos de carne grudados.
Eu então retiro todos os pedaços que sobraram.
Alguns pedaços retiro manualmente e outros com a faca.
Eles ficam bem limpos.
A sujeira que sobra é grande, gordura para todos os lados.
Deixo o osso secar um dia, se houver sol, deixo secar naturalmente no sol o dia todo, e em seguida eu começo a cortar, fazendo dois cortes laterais no osso.
É bom lembrar que ao serrar o osso ele exala um cheiro horrível, é bom estar de máscara nesta hora.
Desta forma fica fácil cortar, veja que um lado eu só marco, e o outro eu aprofundo o corte.
Então retiro o primeiro pedaço.
O osso é uma ótima matéria prima, poderemos fazer várias coisas com ele além do osso da pestana.
Com um pedaço desta espessura da para fazer além da pestana o rastilho também.
Depois de cortados os pedaços ficam assim.
Como conserto pequenos defeitos que ocorrem em minha Dremel.
 
Mais uma vez aviso dos perigos de se mexer com ferramentas elétricas, você pode sofrer graves acidentes com elas, não tente repetir os meus passos se você não tem nenhum conhecimento de eletricidade e não tem aptidão para consertar aparelhos elétricos, muito cuidado com isso, você pode provocar incêndios e choques elétricos matam! Todo cuidado é pouco! 
O defeito mais comum: Desgaste dos carvões.
O desgaste dos carvões é o defeito mais comum de acontecer na Dremel, você está trabalhando com a máquina normalmente, e ela para de funcionar de repente, a solução é trocar os carvões e então eu faço os passos abaixo:
A minha Dremel é uma Multipró modelo 395, mas acho que todas tem mais ou menos a parte interna semelhante.
A primeira coisa que faço é desligar a ferramenta da tomada.
Em seguida pego a chave que acompanha a ferramenta que serve para retirar o mandril e a tampa do compartimento em que fica o carvão.
Em seguida retiro a tampa do compartimento onde fica o carvão, a Dremel tem um carvão de cada lado da ferramenta, faço isso dos dois lados.
Retiro as duas tampas.
Ao retirar a tampa logo aparece a mola do carvão.
Em seguida puxo a mola e retiro o carvão, esta foto é uma montagem, mas em breve coloco uma foto melhor, mas acho que dá para entender.
Faço a mesma coisa do outro lado, o buraco que fica é este.
Retiro os dois carvões desgastados e compro novos em qualquer loja de eletrônica. Em Porto Alegre encontrei facilmente em uma grande loja do ramo, muito conhecida por aqui com preço bastante acessível.
Coloco então os novos carvões, é fácil de colocar porque eles só entram de uma maneira específica.
Em seguida coloco a tampa do compartimento.
Uso a ferramenta novamente para atarraxar, mas não se deve apertar muito, quando sinto que está firme, sei que este é o ponto ideal.
Ligo a ferramenta na tomada.
Em seguida ligo o interruptor da máquina e a deixo funcionando por cinco minutos sem desligar ou mudar a velocidade, isso faz os carvões se adequarem de maneira correta.
Os carvões originais da Dremel, demoram um pouco mais para desgastar do que os similares, mas o tempo de duração de um par de carvões vai depender da maneira que você os usa, se usa demais em serviços mais pesados eles acabam rapidamente.
OBS: se a simples troca de carvão não resolve o problema eu faço outro procedimento: uma limpeza na parte interna.
Abrindo e limpando a parte interna da Dremel.
Quando troco os carvões velhos por novos e a a minha Dremel continua sem funcionar, então eu a abro e limpo toda a parte interna, pois a sujeira nos componentes internos da máquina a fazem parar de funcionar.
Nos passos a seguir vou mostrar como faço para abrir e limpar a parte interna de minha Dremel, não é uma tarefa muito fácil da primeira vez que se faz isso, mas a medida que você vai fazendo este serviço repetidas vezes fica mais simples.
Faço isso sempre com a máquina desligada e observando sempre se não tem nada em curto.
Eis a Dremel fechada.

 

Desligo da tomada primeiramente.

 

pego a chave fornecida com a Dremel.

 

E a encaixo no aperto do mandril.

 

Giro até soltar o encaixe.

 

Em seguida removo com a mão.

 

Agora removo o mandril.

 

Aí está ele, é esta peça que seguro.

 

É a peça que segura os acessórios da Dremel.

 

Agora retiro a peça plástica.

 

É só girar.

 

Retiro totalmente.

 

E a deixo separada.

 

Este é um dos parafusos da Dremel, todos eles são assim, são diferentes, para isso deverá se usar uma chave especial.

 

Ela tem a ponta igual a uma estrela.

 

É fácil de conseguir esta chave em kits que vem com muitas pontas de chaves, sempre vem uma dessas.

 

Retiro os parafusos por este lado, o lado que não tem o interruptor.

 

É simples, afrouxe os quatro parafusos.

 

Agora os retiro com a mão.

 

Antes de abrir a ferramenta eu retiro as tampas dos carvões com a chave da Dremel, isso poderá ser feito antes da retirada dos parafusos, mas tanto faz.

 

Retiro dos dois lados.

 

Logo aparece a mola que segura os carvões, se a mola sair e o carvão ficar agarrado, não é necessário se desesperar para tentar tirar, isso pode ser resolvido depois de se abrir a máquina.

 

Esses são os carvões.

 

Esse é o compartimento dos carvões depois que eu os retiro.

 

Também é necessário retirar a alça da Dremel, senão a máquina não abre.

 

Eu puxo de um lado até sair e depois puxo do outro.

 

Simples, rapidamente retiro a alça, isto também pode ser feito antes de retirar os parafusos.

 

Esta é a alça depois de solta.

 

Agora eu retiro a tampa do lado do interruptor da Dremel .

 

Essa é a tampa retirada.

 

Agora solto os parafusos que prendem a tomada.

 

Retiro esta peça plástica.

 

Agora é só retirar a Dremel da outra parte.

 

Começo soltando a parte da frente.

 

Presto atenção sempre na trava do mandril, pois ela normalmente solta e cai, quando não cai, como está mostrando a foto eu a retiro em seguida.

 

Retiro desta forma.

 

Esta é a primeira peça da trava.

 

Este é o pino da trava.

 

As duas peças juntas.

 

As duas partes soltas, repare que existe sujeira de madeira e outros materiais dentro delas.

 

Aproveito e limpo tudo.

 

Agora vou soltar todas as peças da máquina.

 

Começo retirando a capa de borracha desta pequena peça

 

Retiro a capa de borracha e logo aparece uma peça brilhante.

 

Esta é a peça de borracha.

 

Agora solto esta parte.

 

Ela tem quatro terminais que só se encaixam de uma maneira específica.

 

Nesta foto você vê melhor.

 

Repare que os terminais estão sujos.
Se por acaso os carvões ficaram grudados na máquina, essa é a hora de soltá-los, aproveito que este compartimento esta solto e os desgrudo. Os carvões grudam devido ao super-aquecimento da máquina. Por isso é bom trabalhar com a Dremel, dando sempre uns intervalos para a máquina esfriar.

 

Agora retiro a segunda parte da máquina.

 

A bobina se separando.

 

Eis a bobina solta.

 

Agora pego uma lixa de granulação 600.

 

Limpo os terminais com muito cuidado para não quebrá-los.

 

A bobina deve ser limpa só por dentro, tenho extremo cuidado para não arrebentar os fios.

 

Limpo desta forma.

 

Limpo também a outra parte, o induzido.

 

E a parte de cobre do induzido também, tudo com muito cuidado para não danificar nada.

 

Eles devem ficar limpos.

 

Tomo cuidado também com estes terminais da tomada, faço uma verificação para ver se não estão soltos, se estiverem eu os empurro para dentro novamente e eles se encaixam, na hora de fechar a Dremel será crucial observar se eles estão no lugar.
Próximo passo: fechando a Dremel
 
Pego primeiramente o induzido.

 

Em seguida a bobina.

 

Em seguida passo o induzido por dentro da bobina, a bobina deve estar com a parte dos encaixes dos terminais virada para fora (a parte debaixo da foto).

 

Agora encaixo este compartimento do interruptor de velocidades.

 

Pego a proteção de borracha.

 

Encaixo o compartimento no induzido.

 

Depois de corretamente encaixado eu coloco a proteção de borracha.

 

Pego as travas do mandril.

 

Primeiramente encaixo o pino.

 

Ele deve entrar com esta parte primeiro.

 

Pego o compartimento da Dremel que leva os parafusos de travamento.

 

Encaixo o pino.

 

E depois encaixo a peça da trava.

 

Ela deve entrar com esta parte primeiramente, esta parte vai ser encaixada na parte traseira do pino que coloquei antes..

 

Pressiono um pouco as extremidades da peça, desta forma, para que ela se encaixe com facilidade.

 

Fica assim, veja ao centro da peça, um pequeno ponto cor de prata, é o encaixe do pino que está passando por ela.

 

Começo encaixando a frente.

 

Em seguida a parte de trás.

 

Pego a trava plástica dos fios da tomada.

 

Pego os parafusos.

 

Coloco a ponta na chave.

 

E travo os fios da tomada com a peça plástica.

 

Veja como fica, repare que a saída da tomada tem uma proteção de borracha que deve ser encaixada com muito cuidado, para não retirar os terminais( fios laranja e azul)

 

Pego agora o segundo compartimento que tem o encaixe para o interruptor.

 

O coloco na máquina e viro ao contrário para colocar os parafusos.

 

Aponto os quatro parafusos com a mão.

 

Em seguida dou aperto com a chave.

 

Agora pego a peça plástica que possui rosca.

 

E a coloco de volta.

 

É só girar.

 

Em seguida coloco o mandril.

 

Desta forma.

 

E coloco a trava.

 

Uso a chave para acertar melhor

 

Dou aperto desta forma, mesmo sem colocar nenhum dos acessórios da ferramenta, é que vou ligar a máquina em seguida, isso impede que o mandril e a peça de aperto saiam voando.

 

Pego a alça.

 

E a recoloco no lugar

 

Fica assim.

 

Pego os carvões.

 

E os encaixo nos seus respectivos lugares.

 

Assim.

 

Depois coloco a tampa do compartimento.

 

Desta forma, dos dois lados.

 

Em seguida dou aperto com a chave da Dremel.

 

Pronto, minha máquina está fechada.

 

Agora ligo a tomada da máquina.

 

E deixo a máquina ligada por cinco minutos para estabilizar o funcionamento.
Os textos e fotos postados neste blog são de minha autoria, se você for usar o material contido aqui, peço por favor que cite a fonte, não se aproprie indevidamente dos textos e das fotos, vamos evitar este tipo de pirataria, para que possamos continuar postando coisas legais que possam contribuir e ajudar as pessoas.